[o primeiro me chegou
como quem vem do florista
trouxe um bicho de pelúcia
trouxe um broche de ametista
me contou suas viagens
e as vantagens que ele tinha
me mostrou o seu relógio
me chamava de rainha
me encontrou tão desarmada
que tocou meu coração
mas não me negava nada
e, assustada, eu disse não…
o segundo me chegou
como quem chega do bar
trouxe um litro de aguardente
tão amarga de tragar
indagou o meu passado
e cheirou minha comida
vasculhou minha gaveta
me chamava de perdida
me encontrou tão desarmada
que arranhou meu coração
mas não me entregava nada
e, assustada, eu disse não…
o terceiro me chegou
como quem chega do nada
ele não me trouxe nada
também nada perguntou
mal sei como ele se chama
mas entendo o que ele quer
se deitou na minha cama
e me chama de mulher
foi chegando sorrateiro
e antes que eu dissesse não
se instalou feito um posseiro
dentro do meu coração]
(Source: ptrparker)
Once, in my father’s bookshop, I heard a regular customer say that few things leave a deeper mark on a reader than the first book that finds its way into his heart. Those first images, the echo of words we think we have left behind, accompany us throughout our lives and sculpt a palace in our memory to which, sooner or later—no matter how many books we read, how many worlds we discover, or how much we learn or forget—we will return.
[eu não sei
se ela sabe o que fez
quando fez o meu peito
cantar outra vez]
(Source: peep-toe-shoes)
I see your true colors, and that’s why I love you.























